Aqui me ponho em frente ao branco ecrã dispondo-me a descrever teorias acerca do contraste, quando nem sequer sei bem quando inspiro, ou expiro - o mais básico contraste que sei assinalar em mim.
Dá-me uma luz - será a minha inabilidade de reconhecer o meu mais intimo e simples acto de contraste um impulso para descrever teorias acerca do mesmo numa escala intelectual?
Se fôr, é um impulso muito idiota, uma forma de começar completamente errada, enfim - intelectualidades desprovidas de sentido, e construindo esse mesmo sentido num plano ilusório, que há superficie parece (ou poderia parecer não fosse este desencanto) bastante real.
Descobri hoje que com a terra se passa o mesmo, mas de um jeito muito, muito mais lento.
http://www.ted.com/index.php/talks/frans_lanting_s_lyrical_nature_photos.html
O cérebro floresce ideias, inebria-se com elas, e atiça-as, mas depois vem a seleção natural, algo que já não depende dessa fonte mas da adaptação da ideia gerada ao ambiente circundante. E esse ambiente tem muito que se lhe diga, ou não.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
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